Você está em: Home > Blog do Comitê >
Blog

Últimos Posts
Rio Betim, lamentável
Conhecer para administrar
Por uma Lagoa de Ibirité despoluída !
A morte dos rios não traz desenvolvimento
Água, o Tesouro que Vaza pelo Ralo

Busca

Categorias
Artigo (5)
Denúncias (1)
Poesia (1)
Projetos e Ações (1)

Envie sua Matéria
Participe do blog ativamente enviando seus comentários, textos, artigos e fotos para ser postado.
Clique para Enviar
27/07/2010 - Artigo

Rio Betim, lamentável

Lamentável a situação do Rio Betim. Meu avô já nadou nele, e hoje o que vemos é isso aí. Esgoto e mau cheiro. Contribuo com esta foto, e parabéns ao Cibapar pelo projeto Expedição. Gostaria de saber a programação. Se puder enviem pro meu e-mail. obrigado


Escrito por: Flávio - Betim/MG
(0) Comentários enviados

17/06/2010 - Artigo

Conhecer para administrar

Se você ganhasse uma fazenda de presente, por herança, o que faria? Certamente iria buscar o maior número de informações sobre o seu território (área), limites, vizinhos, benfeitorias, produção, cobertura vegetal, animais, etc.

Certamente um dos aspectos fundamentais seria relacionado à qualidade e quantidade das águas, não é mesmo? Afinal, como poderia uma fazenda ser produtiva, ter vida, ser sustentável, garantir alguma renda, se lá não houvesse água em quantidade e em qualidade adequadas para os usos que você gostaria de implantar em sua mais recente propriedade?

É neste nível de busca de conhecimento que trabalha o Consórcio Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do rio Paraopeba, o CIBAPAR.

Este conhecimento é imprescindível para auxiliar as tomadas de decisão, sobre o futuro das águas dos rios, perante o crescimento e desenvolvimento econômico, ao qual, felizmente, o Brasil está sujeito nos últimos anos.

O desenvolvimento econômico é muito bom por que gera empregos, aumenta a renda média das famílias e a arrecadação às instituições públicas, além de promove elevação do consumo que, por sua vez, mantém a economia em “níveis ideais” perante aos indicadores que boa parte dos governantes usa para dizer que têm um bom governo. No entanto, esta economia anda meio sem juízo. Pois não considera a capacidade e a velocidade da própria natureza em atender, por meio da renovação dos recursos naturais, à sempre crescente demanda. Em relação à qualidade e à quantidade das águas, os níveis e os indicadores atuais já se mostram alarmantes. Há cinco ou seis bacias de tributários contribuintes ao rio Paraopeba que merecem atenção imediata.

Uma das ações prioritárias é aumentar nosso nível de conhecimento, aplicar este conhecimento em análises e prognósticos de nosso futuro, consideradas todas as captações e lançamentos de substâncias que estão sendo oficialmente autorizadas a cada dia.

 


Escrito por: Mauro da Costa Val – Secretário Executivo do CIBAPAR e do CBH-Paraopeba
(0) Comentários enviados

18/12/2009 - Artigo

Por uma Lagoa de Ibirité despoluída !

Tenho acompanhado o projeto Lagoa da Gente, em Ibirité. Muitos trabalhos junto a população tem sido realizados, como destaque para a oficina de aquecedor solar, curso para reaproveitamento do óleo para fazer sabão, curso para formação de agentes ambientais etc, já que o escritório do projeto fica próximo a minha casa. Com tudo isso, tenho observado as pessoas um pouco mais interessadas e conscientizadas para a despoluição da Lagoa de Ibirité. Ainda acredito que a lagoa estará um dia em melhores condições, com águas cristalinas, peixes, crianças brincando próxima a ela, o que já acontece, mas com os riscos que todos nós sabemos de doenças. Não é sonho, acho que será possível um futuro melhor pra nós, principalmente com a promessa da COPASA de construir uma estação de tratamento do esgoto. Isso tudo porque o projeto Lagoa da Gente vem cobrando essa obra a muito tempo, tanto da COPASA quanto da prefeitura. E é por isso que tenho esperança de um futuro melhor pra essa Lagoa, que, desde pequeno acompanha minha vida e da minha família. Esperamos uma melhor qualidade de vida pra nós, e uma Lagoa mais limpa. Ainda acreditamos nisso ! Um abraço a todos!


Escrito por: Rogério Freitas - Ibirité/MG
(0) Comentários enviados

31/08/2009 - Artigo

A morte dos rios não traz desenvolvimento

A civilização nasceu entre os rios Tigre, Eufrates e Nilo, o chamado “Crescente Fértil”. Mais tarde Roma desenvolveu-se à beira do Tibre e de seu império fez-se a “civilização ocidental cristã”. Esta, hoje, na sua mais grave crise, devia se ver refletida nos rios que poluiu…

No Brasil os rios foram os caminhos para a interiorização desta civilização trazida pelos portugueses. As “entradas e bandeiras” paulistas seguiram o rio Tietê. Pelo São Francisco entraram os senhores de terra, postando currais de gado e famílias de escravos – nascia a “civilização do couro” às margens do “rio dos currais”. Antes, os povos originários de Pindorama procuravam os cursos d’água e deles faziam os eixos de suas culturas. Acabaram ensinando o português a tomar banho…

Mas não apenas da civilização humana as águas são a fonte e o sustento, também da incomensurável biodiversidade. Todo mundo já aprendeu, ou deveria, que sem água não há vida.

Hoje, porém, no campo e nas cidades, os rios estão moribundos. De cada dez rios brasileiros sete estão poluídos. Todos os rios que cortam cidades, das megalópolis aos vilarejos, viraram esgotos, latrina, lixeira. Preservar as águas não é da lógica que rege o desenvolvimento. Hoje nos damos conta do grave problema que são a corrosão dos recursos naturais e o lixo excessivo que nosso estilo de vida produz. As águas são as primeiras a sinalizar o início do fim…

Da combinação de terra, água, luz solar e zelo feminino, nasceu a agricultura, há 12 mil anos. De lá para cá, a tecnologia evoluiu não só no controle dos fatores de produção agrícola, como até ao ponto de prescindir destes fatores. No vale do São Francisco, há fazendas em que o solo não é mais que sustentáculo da planta, toda a nutrição é artificial, feita por microgotejamento eletrônico. O “agricultor” está sentado ao computador numa sala climatizada, teclando as quantidades de fertilizantes que vão pela água bombeada do rio… Os gases liberados pelos fertilizantes químicos são dos piores de origem agropecuária, que respondem por 25% dos gases de efeito estufa que aquecem o planeta.

Calcula-se que nas fazendas de irrigação de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), no São Francisco, sejam despejadas três toneladas de agrotóxicos diariamente. O rio é o destino da maior parte deste veneno. O Brasil tornou-se em 2008 o maior consumidor de agrotóxicos no mundo, perto de 400 mil toneladas, um negócio que mobilizou US$ 7 bilhões. Falta pouco para um quarto do que consome o mundo: 2 milhões de toneladas.

O modelo da moderna agricultura, também chamada “Revolução Verde”, se impôs para “desenvolver” as áreas rurais. A concentração da terra e da água, das sementes e dos investimentos públicos em grandes empresas agropecuárias aumentou a produção, mas de commodities (soja, carne, suco de laranja e, logo, etanol) para exportação e especulação no mercado de capitais. Cai o consumo de arroz e feijão, o que significa má alimentação e fome. As cidades violentas e inseguras, não param de inchar. O campo restou esvaziado para domínio do agronegócio globalizado, miséria camponesa e degradação ambiental.

Apesar dos sinais mais que evidentes de que por esse caminho não há futuro, vive-se hoje no Brasil franca expansão do agronegócio hidrointensivo, na onda dos agrocombustíveis, falsa solução para o aquecimento global. Intensifica-se a irrigação, que já consome 70% das águas disponíveis do planeta, inclusive no Brasil.

A transposição de águas do São Francisco para o Nordeste Setentrional é exemplo cabal. A sede humana é só justificativa marqueteira. O verdadeiro interesse é expandir o modelo falido. A irrigação no Nordeste não funcionou como indutora do desenvolvimento, é duvidosa economicamente e um desastre social e ambiental.

Ao par da irrigação e dos esgotos, as barragens e hidrelétricas condenaram nossos rios. E não param de aumentar, sem que não se discutam os custos, nem para que e para quem tanta energia.

Se é verdade que “um rio é como um espelho que reflete os valores de uma sociedade”, a nossa não vale o que bebe e come…

Esgotado o “desenvolvimento”, precisamos recuperar o “envolvimento”. Aí, só a agroecologia pode nos salvar, salvando a terra, os rios, a agrobiodiversidade, os territórios, as tradições culturais, a soberania alimentar. Nisto os povos originários, sobreviventes à colonização, têm muito a nos ensinar.

A gestão territorial e participativa das águas através dos comitês de bacias poderá até contribuir para piorar o quadro, se for subserviente aos interesses expansionistas do capital. A luta maior é pela revitalização integral. Por isso bradamos “São Francisco vivo, terra e água, rio e povo”.


Ruben Siqueira, Sociólogo, agente da CPT na Bacia do Rio São Francisco, colaborador e articulista do EcoDebate.



 


Escrito por: Gilson - Conselheiro Lafaiete/MG
(0) Comentários enviados

17/02/2009 - Artigo

Água, o Tesouro que Vaza pelo Ralo

Sim, quando se trata de recursos naturais, o Brasil é o grande vencedor. Medalha de ouro em quantidade de água (cerca de 13% da água potável disponível no planeta), em biodiversidade (quase 20% das espécies vivas), em florestas (cerca de 60% da maior floresta tropical úmida, a Amazônica). Mas, na direção oposta, somos também grandes competidores: alto índice de desmatamento (a Mata Atlântica está reduzida a míseros 5 ou 6% da área original – tendo como parâmetro o descobrimento oficial, 1500 -, a floresta Amazônica está sofrendo um desmatamento equivalente a uns três mil metros quadrados por hora), poluição atmosférica crescente (milhares de toneladas de carbono originárias das queimadas, dos motores a combustíveis fósseis, das fábricas) etc.

          Fixemo-nos, por ora, no enorme desperdício da água. A metade da água distribuída é desperdiçada, quantidade que daria para abastecer a França, Bélgica, Suíça, Norte da Itália e Holanda, ao mesmo tempo, conforme atesta o teólogo, filósofo e ecologista Leonardo Boff. Ressalta, ainda, que, para que seja produzido um quilo de carne bovina, são gastos 15 mil litros de água; para um quilo de vegetais, mil e 300 litros. Um ovo nos custaria mais de mil litros.

          Apenas 3% da água existente no planeta são potáveis e somente 0,75% está acessível para consumo humano e utilização agrícola e industrial. A maior parte, cerca de 70%, vai para a irrigação e produção agrícola e para a agroindústria. As indústrias utilizam a média de 20% e 10% são utilizados nas casas. O maior desperdício vem na má utilização, distribuição irregular e poluição da água urbana e industrial. As construções e vias impermeabilizam o solo, cerca de ¼ parte da água tratada e distribuída se perde em vazamentos, entre o fornecedor e as torneiras do consumidor. A destruição da cobertura vegetal, principalmente a eliminação das matas de topo, alteram radicalmente a distribuição dos reservatórios. A falta das matas ciliares permite que as águas escorram em velocidade inconveniente para os cursos principais, provocando assoreamentos e não raramente enchentes no período de chuvas e escassez no período de secas.

          O excesso de agrotóxico utilizado nas lavouras, além de contaminar lençóis freáticos, escoa com rapidez, água abaixo, contaminando cursos de água. Idem, no que se refere ao lixo irregularmente atirado no ambiente. As queimadas ressecam e aquecem em demasia o ar, alterando os ciclos dos ventos e das chuvas. As conseqüências: desertificação, tempestades tropicais e extratropicais anômalas, secas em um dos pratos da balança, com temperaturas extremamente altas, e esfriamento em outro, com tempestades de neve, inundações etc, etc.

          Hoje, perto de 70% das internações hospitalares e doenças tratadas têm origem em veiculações hídricas, ou seja vêm da água ou de sua carência. Mais de 2 bilhões de humanos, dos 6 que habitam o planeta, padecem pela falta ou má qualidade da água, segundo dados da ONU, que também adverte que essa proporção crescerá, em menos de vinte e cinco anos, para 2/3 do contingente populacional.

          A água, também segundo dados da ONU, mata, pela má qualidade, dez vezes mais que as guerras armadas. Informa que cerca de 70 conflitos existem hoje pelo acesso a esse precioso líquido. O grande tesouro do século atual se degrada rapidamente. Nós estamos sofrendo as conseqüências da degradação. Sofreremos cada vez mais, enquanto não soubermos aproveitar bem tão precioso. Sem dúvida, estamos deixando escapar pelos ralos uma riqueza inestimável. Nossos descendentes nos cobrarão essa dívida.

 



(0) Comentários enviados

13/01/2009 - Denúncias

A degradação do Rio Betim


Todo mundo sabe que está mais do que na hora das realizações concretas em prol da natureza , e, portanto, da nossa vida. Estamos degradando de maneira crescente, a cada ano, o que deveria em tese estar sendo preservado.

A vontade de virar esse jogo, todavia, insiste em não sair do papel devido aos múltiplos interesses econômicos e a má vontade política. Com isso, ao que tudo indica, os nossos filhos e netos sofrerão as conseqüências.
As constantes chuvas e enchentes, de acordo com especialistas, podem ser uma pequena antecipação do que esta por vir. 

Uma das soluções óbvias seria cada um fazer a sua parte.  E não apenas os governantes estão incumbidos dessa tarefa, mas toda a sociedade. Como diz aquele ditado, “para mudarmos o mundo, precisamos primeiro mudar os nossos lares”.
E se analisarmos bem, essa analogia, em relação a nossa Betim, não foi aplicada ao longo dos anos. Pelo menos no que diz respeito ao nosso principal Rio.

Quem já visitou o Museu, no centro da cidade, pôde observar uma foto de banhistas, na década de 40, juntamente com famílias inteiras, se refrescando no Rio Betim: um afluente do Rio Paraopeba, que, por sua vez, está ligado ao Rio São Francisco. 

Na foto, nem é preciso muito esforço para perceber a qualidade de vida que perdemos. Banhar-se na cidade agora é uma prática realizada apenas nos clubes, ou seja, nas piscinas artificiais. E alguns ainda insistem em dizer que daquele tempo pra cá “progredimos”.

Enfim, o certo é que de acordo com o último monitoramento do IGAM (Instituto Mineiro de Gestão das Águas), Betim, através de algumas de suas indústrias, é a cidade mineira que mais polui com metais pesados a Bacia do Paraopeba. Por isso, é mais do que imprescindível o tratamento de 100% do esgoto não só do rio Betim e Riacho das Areias, mas de todos os seus afluentes. E, ainda, aumentar a fiscalização, a punição aos infratores, bem como os investimentos em educação ambiental. Uma tarefa difícil, mas não impossível para os nossos novos vereadores e prefeita.

 



(0) Comentários enviados

05/09/2008 - Poesia

Soneto ao Rio Paraopeba

O mar é grandioso porque se fez humilde: posicionou-se em um nível mais baixo, e acolheu a todas as águas, já vigorosas dos grandes rios, que, em algum lugar, são pequenas nascentes. E todas as águas buscam a humildade - "último degrau da sabedoria" - ao seguirem para o mar, encontrando-se umas com as outras.

Soneto ao Rio Paraopeba

Tão humilde, em sua nascente casta,
Sua água, ao brotar, já proporciona a vida.
Pelas Minas Gerais perfaz sua corrida
Cada vez mais longe: ser nascente não basta.

Essa mesma água vai sofrendo a nefasta
Presença humana: a terra erodida,
A retirada das matas, as águas servidas...
Vai unindo-se de córregos, e consigo os arrasta.

Mesmo em forma de rio, ainda é nossa "fonte"
De riqueza, prazer, conforto em nossas casas.
Mas continua humilde, e há explicação:

A nascente busca o baixo e, ao descer do monte,
O rio Paraopeba - Rio de Águas Rasas,
Vai beijar São Francisco com devoção.


Escrito por: Lenice Neves Guimarães - Rio Manso/MG
(1) Comentário enviado

01/09/2008 - Projetos e Ações

Lagoa da Gente promove oficina de sabão ecológico

Aprenda a fazer sabão a partir do óleo de cozinha usado

Você sabia que um litro de óleo de cozinha pode contaminar 20 mil litros de água? O que fazer então com o óleo que usamos para cozinhar sem causar prejuízo para o meio ambiente? O projeto Lagoa da Gente vai promover durante o mês de setembro, oficinas gratuitas para a população de Ibirité que ensinam como transformar o óleo de cozinha usado em sabão.

A oficina será dividida em duas partes: uma teórica e outra prática. Na parte teórica, os participantes vão discutir sobre a importância da água para a vida e a relação de responsabilidade que todos têm com o meio ambiente. Em seguida, na parte prática, eles vão aprender a produzir o sabão artesanalmente a partir do óleo de cozinha usado.

Os cursos acontecem sempre às terças-feiras, das 14 às 18 horas, e são divididos por região. A divisão por regiões não impede que moradores de outros bairros da cidade também participem.

1. Dia 2 de setembro - Região 1: Bairros Canaã, Canoas, Jardim das Rosas e Lago Azul. 2. Dia 16 de setembro - Região 2: Bairros Cascata, Petrolina e Ibiruçu. 3. Dia 23 de setembro - Região 3: Bairros Montreal, Ouro Negro e Quintas da Jangada. 4. Dia 30 de setembro - Região 4: Bairros Petrovale e Masterville. Cada turma possui 25 vagas.

As inscrições podem ser feitas na sede do projeto Lagoa da Gente (Rua Tabajara, 126, Lagoa Azul) ou pelo telefone 3599-8922. Não deixe para a última hora! Garanta sua vaga!

Lagoa da Gente

A Refinaria Gabriel Passos (Regap), da Petrobras, e o Consórcio Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba (Cibapar) promovem, junto à comunidade da cidade de Ibirité, o projeto “Lagoa da Gente”. O objetivo do projeto é desenvolver ações de educação ambiental e mobilização social acerca das questões socioambientais da Lagoa de Ibirité, visando à proteção e conservação das suas águas.

Outras informações: projeto Lagoa da Gente 3599-8922.


Escrito por: Mariana Pontual - Betim/MG
(0) Comentários enviados

página 1

<< Voltar



Página Inicial Desenvolvido por Ronnan del Rey ICONE