Curso para a formação de Vigilantes Ambientais em Jeceaba
Rio Betim, lamentável
Conhecer para administrar
Por uma Lagoa de Ibirité despoluída !
A morte dos rios não traz desenvolvimento
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Todo mundo sabe que está mais do que na hora das realizações concretas em prol da natureza , e, portanto, da nossa vida. Estamos degradando de maneira crescente, a cada ano, o que deveria em tese estar sendo preservado.
A vontade de virar esse jogo, todavia, insiste em não sair do papel devido aos múltiplos interesses econômicos e a má vontade política. Com isso, ao que tudo indica, os nossos filhos e netos sofrerão as conseqüências.
As constantes chuvas e enchentes, de acordo com especialistas, podem ser uma pequena antecipação do que esta por vir.
Uma das soluções óbvias seria cada um fazer a sua parte. E não apenas os governantes estão incumbidos dessa tarefa, mas toda a sociedade. Como diz aquele ditado, “para mudarmos o mundo, precisamos primeiro mudar os nossos lares”.
E se analisarmos bem, essa analogia, em relação a nossa Betim, não foi aplicada ao longo dos anos. Pelo menos no que diz respeito ao nosso principal Rio.
Quem já visitou o Museu, no centro da cidade, pôde observar uma foto de banhistas, na década de 40, juntamente com famílias inteiras, se refrescando no Rio Betim: um afluente do Rio Paraopeba, que, por sua vez, está ligado ao Rio São Francisco.
Na foto, nem é preciso muito esforço para perceber a qualidade de vida que perdemos. Banhar-se na cidade agora é uma prática realizada apenas nos clubes, ou seja, nas piscinas artificiais. E alguns ainda insistem em dizer que daquele tempo pra cá “progredimos”.
Enfim, o certo é que de acordo com o último monitoramento do IGAM (Instituto Mineiro de Gestão das Águas), Betim, através de algumas de suas indústrias, é a cidade mineira que mais polui com metais pesados a Bacia do Paraopeba. Por isso, é mais do que imprescindível o tratamento de 100% do esgoto não só do rio Betim e Riacho das Areias, mas de todos os seus afluentes. E, ainda, aumentar a fiscalização, a punição aos infratores, bem como os investimentos em educação ambiental. Uma tarefa difícil, mas não impossível para os nossos novos vereadores e prefeita.
