O Sistema de Abastecimento Público de Água “Rio Manso” foi construído pela COPASA na década de 1980 e hoje é responsável pelo abastecimento de água a cerca de 30% da população residente na Região Metropolitana de Belo Horizonte – RMBH, com previsão de ser ampliado em breve. Trata-se de um dos mais importantes e modernos sistemas de abastecimento de água de Minas Gerais.
Contudo, sua construção implicou em interferências negativas para a população de Rio Manso, principalmente socioeconômicas, como a perda das terras e desapropriação de cerca de 300 famílias; a extinção de Cachoeira dos Antunes e outros povoados; a perturbação das relações comunitárias e das manifestações culturais; a perda do acesso à água limitando a agricultura familiar; a perda das cachoeiras como opções de lazer e ecoturismo; limitações de alternativas para o desenvolvimento econômico com rigorosas restrições de ocupação do solo; êxodo rural; etc.
Depois de quase 25 anos de distanciamento entre a COPASA e a sociedade civil de Rio Manso, quando a COPASA pleiteava alteração dos estudos ambientais (de EIA/RIMA para RCA/PCA) visando à Licença Ambiental Corretiva do Sistema Rio Manso, a população riomansense se mobilizou num abaixo-assinado solicitando que se considerassem também as questões sócio-econômicas, e que se realizassem reuniões com a comunidade de para discutir essas questões e buscar soluções conjuntas. Posteriormente, essa solicitação se tornou uma condicionante da alteração dos estudos, por intervenção do Instituto EKOS para o Desenvolvimento Sustentável.
A primeira reunião entre a COPASA e a comunidade ocorreu no último dia 03, em Rio Manso, com a presença do Instituto EKOS, CIBAPAR, autoridades locais e sociedade civil organizada de Rio Manso. Na ocasião, a população manifestou o desejo de receber maior apoio da COPASA para questões ligadas ao desenvolvimento sustentável, e apresentou algumas reivindicações como:
O objetivo é que essas reivindicações sejam apresentadas à direção da COPASA, analisando a viabilidade de cumpri-las como medidas mitigadoras das interferências socioeconômicas e ambientais resultantes da implantação do Sistema Rio Manso. Na reunião do dia 03, também ficou acertado um retorno da COPASA ao município, apresentando à comunidade um posicionamento sobre as reivindicações, bem como um plano e cronograma de cumprimento das reivindicações deferidas.
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